Aluno de John Danaher, Brian Glick conta como treina todo dia depois dos 50 anos, mesmo com lesões
Faixa-preta formado no grupo de Danaher, ele diz que aprendeu com o professor a ir para o tatame diariamente, mas sem precisar treinar pesado todos os dias.

Brian Glick, faixa-preta e aluno de longa data de John Danaher, contou em entrevista repercutida nos últimos dias por sites especializados como faz para continuar treinando todos os dias depois dos 50 anos, mesmo carregando o desgaste de quase 25 anos de jiu-jitsu.
As marcas do tempo
Glick listou os problemas que acumulou no caminho. O mais antigo é uma lesão no menisco sofrida há cerca de 18 anos, no mesmo dia em que recebeu a faixa roxa. Segundo ele, o joelho cicatrizou e está bem, mas a lesão "ainda está lá". Ele também citou artrose e os ombros, que hoje não alcançam algumas amplitudes de movimento em certas posições.
O conselho de Danaher
Mesmo assim, ele não para quando alguma dor aparece. Glick atribui isso a uma orientação de Danaher: é preciso treinar todo dia, mas não é preciso treinar pesado todo dia. O importante, segundo ele, é estar no tatame fazendo alguma coisa.
O professor também mudou a forma como ele enxerga as lesões. Em vez de tratá-las como sinal de que algo foi feito de errado, Glick passou a vê-las como parte esperada do caminho de quem chega à faixa preta.
Gratidão por continuar
Glick disse ainda que se sente grato por seguir treinando, principalmente quando lembra de antigos parceiros de treino que desistiram e nunca descobriram até onde poderiam chegar. "Prefiro ser eu, com tudo isso, do que eles sem nada disso", resumiu.

