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Treino

Campeão de judô que treinou com Danaher defende o drill e diz que "não existe segredo"

Ouro nos Jogos da Commonwealth, Owen Livesey discorda de quem prega abandonar a repetição de técnicas e conta como era a rotina no grupo de John Danaher.

Dois praticantes treinando jiu-jitsu no tatame
Imagem ilustrativa. Foto: GoldBJJ / Pixabay

Owen Livesey, medalhista de ouro no judô dos Jogos da Commonwealth, entrou na discussão sobre o drill, a repetição de técnicas com um parceiro que não resiste. Em entrevista repercutida neste fim de semana por sites especializados, ele disse que não concorda com quem defende que o praticante de jiu-jitsu deveria parar de fazer drill.

Para Livesey, a ideia de abandonar a repetição é uma tentativa de vender como novidade algo que todo mundo já conhece. "Não existe segredo", resumiu.

O que ele viu no judô e no jiu-jitsu

Livesey treinou judô em tempo integral por oito anos antes de migrar para o jiu-jitsu e o grappling. Segundo ele, os medalhistas olímpicos de judô que conheceu fazem drill todos os dias, e o mesmo vale para os grandes competidores de jiu-jitsu com quem cruzou.

O judoca também contou que passou duas semanas treinando na Renzo Gracie Academy com o grupo de John Danaher, ao lado de nomes como Gordon Ryan e Giancarlo Bodoni. Lá, a rotina tinha uma sequência de seis a oito drills de técnica antes do sparring.

Treino duro, mas seguro

De acordo com Livesey, o tempo gasto com repetição não deixava o treino mais leve. Ele descreveu o sparring da equipe como pesado, mas muito seguro: "Quando eles treinam, é duro, mas é muito seguro".

Hoje, porém, o próprio Livesey admite que não faz mais drill, por falta de tempo. A solução que encontrou foi entrar no sparring com objetivos definidos, como trabalhar uma finalização, uma passagem ou uma defesa específica. Segundo ele, é o mais perto que chega hoje de fazer drill.

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