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AgoraCaso Kabuto: o que se sabe sobre a investigação do golpe proibido em Londrina
Caso Kabuto

Caso Kabuto: o que se sabe sobre a investigação do golpe proibido em Londrina

Faixa-preta sofreu lesão grave na cervical após um "bate-estaca" no Super Pro Jiu-Jitsu, em agosto. A Polícia Civil do Paraná apura o caso, e o laudo pericial vai definir o próximo passo.

Arte: Jiu-Jitsu Sinistro

O caso do faixa-preta Willian Hiroyuki Masuda, o Kabuto, voltou a ganhar repercussão nos últimos dias, inclusive na imprensa internacional de jiu-jitsu. Ele sofreu uma lesão grave na coluna cervical durante uma luta do Super Pro Jiu-Jitsu, em agosto, no Ginásio Moringão, em Londrina (PR), e o episódio é investigado pela Polícia Civil do Paraná.

O que aconteceu

Segundo os relatos publicados pela imprensa do Paraná, Kabuto tentou um golpe, não conseguiu concluir e ficou de cabeça para baixo, segurando a perna do adversário. Nesse momento, ele foi levado ao chão de cabeça com um "bate-estaca", movimento proibido pelas regras do jiu-jitsu justamente pelo risco de lesão no pescoço.

O atleta passou por cirurgia de emergência na coluna cervical. Depois de semanas internado, recebeu alta e segue o tratamento em casa, em regime de internação domiciliar. Ao falar pela primeira vez sobre o caso, Kabuto disse que ainda está "tentando processar tudo".

A investigação

A apuração começou depois que o promotor Renato de Lima Castro, do Ministério Público do Paraná, enviou uma notícia-crime à Polícia Civil pedindo a abertura de inquérito. No pedido, o promotor citou a possibilidade de lesão corporal gravíssima com dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de causar o dano.

O inquérito é conduzido pelo delegado Roberto Fernandes, de Londrina. A polícia já ouviu testemunhas e, no fim de setembro, tomou o depoimento do próprio Kabuto. Os próximos passos são a perícia do Instituto Médico-Legal e o depoimento do outro atleta. Segundo o delegado, o inquérito só será concluído depois do laudo pericial, que vai indicar a extensão da lesão e o enquadramento correto do caso.

O outro lado

O atleta apontado como autor do golpe é o faixa-preta Juliano Di Pelli Machado, que não foi indiciado até a última atualização da polícia. Por meio do advogado Felipe de Melo, a defesa pediu que a responsabilidade dele só seja avaliada depois da investigação. "O pedido que faço é que se aguarde a apuração antes do julgamento", disse o advogado. Juliano afirmou que vai colaborar com as autoridades e respeitar o resultado da apuração.

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